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Sete Quedas: Polícia de MS e RJ mira rede que lavou R$ 116 milhões para o Comando Vermelho na Fronteira

Helicóptero foi utilizado em apoio à operação - Foto Fronteira Agora Noticias   As  Polícia Civil  de MS e RJ iniciaram, nesta terça-feira (...

Helicóptero foi utilizado em apoio à operação - Foto Fronteira Agora Noticias
 

As Polícia Civil de MS e RJ iniciaram, nesta terça-feira (2), uma operação contra um esquema interestadual de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas do Comando Vermelho. Até o momento, 2 suspeitos foram presos, um em Sete Quedas e outro em Campo Grande. Agentes também apreenderam uma arma de fogo, além de celulares e computadores.


Relatórios de inteligência financeira indicaram que parte dos principais beneficiários está concentrada em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul, cidade localizada na fronteira com o Paraguai e considerada estratégica nas rotas do tráfico internacional de drogas e armas.


A operação em Sete Quedas, reuniu um grande numero de viaturas e policias civis e Membros do Garras de MS e policiais civil do Rio de Janeiro. Além de um helicóptero da Policia Civil de MS que deu apoio aéreo a operação desde a madrugada, onde os policiais iniciaram as abordagens. Residências e comércios ligados aos suspeitos foram abordados.


Segundo o Ministério Público, o fluxo financeiro investigado acompanha a rota do tráfico: drogas entram no Brasil pela fronteira com o Paraguai, passam por Mato Grosso do Sul e seguem para o Rio.



Renda incompatível

Os investigadores identificaram que diversos beneficiários dos depósitos declaravam baixa renda, mas movimentavam valores incompatíveis com sua condição financeira.

Um dos alvos, por exemplo, recebeu 54 depósitos em espécie que somaram quase R$ 68 mil em um período de quatro anos.

No total, a investigação aponta movimentação superior a R$ 116,6 milhões entre os anos de 2017 e 2021, com crescimento expressivo das operações financeiras a partir de 2019.

Batizada de Operação Riqueza Sombria, operação desta terça, segundo a polícia, tem como objetivo identificar todos os integrantes da organização criminosa, aprofundar o rastreamento do dinheiro e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Segundo as investigações, o grupo é responsável por movimentar mais de R$ 116 milhões entre os anos de 2017 e 2025, com uso de contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A investigação começou a partir de uma operação realizada em julho de 2020, na Comunidade do Tatão, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, foram apreendidos drogas, rádios comunicadores e comprovantes bancários, que ajudaram a identificar o esquema financeiro.

De acordo com a polícia, o dinheiro arrecadado com a venda de drogas era depositado de forma fracionada — técnica conhecida como “smurfing” — em agências próximas a áreas dominadas pela facção, como o Complexo do Chapadão. O objetivo era dificultar a fiscalização dos órgãos de controle.

As apurações apontam que os valores eram transferidos para contas de “laranjas” e, posteriormente, redistribuídos dentro do sistema financeiro formal, em um processo de lavagem de dinheiro.

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