Page Nav

HIDE
GRID_STYLE
TRUE
{fbt_classic_header}

Últimas Notícias

latest

Apenas 16% da população brasileira diz confiar no STF, 43% não confia nos "Togados"

A desconfiança no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outras instituições do Poder Judiciário atingiu patamar recorde, de acordo com a pesqu...


A desconfiança no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outras instituições do Poder Judiciário atingiu patamar recorde, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira.

Os entrevistados que disseram confiar muito na Corte recuaram de 24% a atuais 16%. Considerando a margem de erro, de dois pontos percentuais, a situação se igualou à registrada em junho de 2018, quando foi detectado o menor índice numérico de brasileiros que confiam muito no STF (14%). Na ocasião, porém, 39% afirmaram não confiar e 43% disseram confiar pouco no Supremo.

O levantamento mostra que o índice de brasileiros que não confiam no Supremo chegou a 43%, maior taxa da série histórica, iniciada em 2012. Na pesquisa anterior, de dezembro de 2024, eram 38%.

O instituto ainda captou a piora na avaliação do trabalho dos ministros. Se na sondagem anterior 32% classificaram o desempenho do STF como "ótimo" ou "bom", desta vez, 23% disseram isso. No mesmo período, a avaliação "ruim" ou "péssima" avançou de 35% para 39%.

A insatisfação com o Supremo é especialmente alta entre os homens (46%), pessoas com alta escolaridade (45%) e pessoas com renda superior a 10 salários mínimos (65%).

Considerando a intenção de voto para presidente, entre eleitores do atual mandatário Lula (PT), 44% se disseram satisfeitos com o STF, ante a negativa de 12%. Já entre aqueles que indicam voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), a insatisfação chega a 67% e apenas 7% se dizem satisfeitos com a Corte.


A pesquisa aponta, ainda, que a maioria da população defende restrições à atuação dos ministros do STF. Dos entrevistados, 79% discordam que um ministro julgue causas envolvendo clientes de seus parentes e 78% rejeitam a possibilidade de ministros serem sócios de empresas. Além disso, 76% são contra o recebimento de pagamentos por palestras organizadas por instituições privadas.


Nenhum comentário